Psicologia Transpessoal

A Psicologia, que na sua definição etimológica significa o estudo da Psique (estudo da alma), tem várias forças ou correntes, sendo que de forma ampla podemos contextualizar como:

Primeira força – o Behaviorismo -, cujas bases se assentavam no materialismo científico, influenciada pelo Positivismo de Auguste Conte;

Segunda força – o movimento Psicanalítico -, que tem como origem Sigmund Freud, o pai da psicanálise; e a

Terceira força – a corrente Humanista – que surgiu como uma reação ao empirismo crítico da escola freudiana e tem como foco o homem e sua busca de sentido para a vida e a existência humana.

Quarta força – a Psicologia Transpessoal surgiu como um desdobramento da Psicologia Humanista. Surge com a compreensão do Homem e de suas relações com o ambiente, lembrando que sua antropologia é a de um ser cósmico Seus estudos levam a uma maior compreensão sobre a hipnose, o misticismo, o subconsciente, a sanidade e a doença mental, o efeito de drogas, além de colaborar com uma nova concepção em educação.

O termo Psicologia Transpessoal foi usado inicialmente por Anthony Sutich para designar o que hoje se considera a quarta força em Psicologia. Em 1968, oficializa-se a Psicologia Transpessoal através de nomes como Anthony Sutich, Abraham Maslow, Viktor Frankl, Stanislaw Grof e James Fadiman. A Psicologia Transpessoal. tem como objetivo integrar todas as forças psicológicas que atuam na vida do ser humano, estudando empírica e cientificamente as meta-necessidades individuais e coletivas, os estados de consciência – como o sono profundo, sonho e vigília, como também os estados que transcendem o ego: Consciência Cósmica, Experiência Oceânica, Experiências de Cume, Consciência Transpessoal, dentre outros

Além disso, a Psicologia Transpessoal também tem como objetivo integrar todas as forças psicológicas que atuam na vida do ser humano, estudando empírica e cientificamente as meta-necessidades individuais e coletivas, os estados de consciência – como o sono profundo, sonho e vigília -, como também os estados que transcendem o ego: Consciência Cósmica, Experiência Oceânica, Experiências de Cume, Consciência Transpessoal, dentre outros.

Com base nos estudos da Psicologia Transpessoal, podemos afirmar que esta proporciona grande contribuição por meio da demonstração de que a vivência da realidade está em função dos estados de consciência. Por admitir que existem diversos estados de consciência além do estado de vigília, os quais nos levam a ter diversas percepções da realidade, que vão além dos que é captado pelos órgãos dos sentidos, é possível concluir que a realidade é vivenciada, experienciada e percebida de acordo com o estado de consciência em que cada indivíduo se encontra. Neste sentido, nosso ego percebe somente fragmentos da realidade, a qual para ser plenamente experienciada necessita de vivências em estados de consciência que transcendem a pessoal ou estados de consciência Cósmica ou Transpessoal.

Elementos estruturais da Teoria Transpessoal

A estruturação da Psicologia Transpessoal é constituída por cinco elementos que, segundo formam o corpo teórico desta disciplina, sendo eles

  • O conceito de vida
  • O conceito de unidade
  • O conceito de ego
  • O conceito de consciência
  • Estados alterados da consciência
  • Cartografia da consciência

Aspectos dinâmicos da Psicologia Transpessoal

Eixo Experiencial: A compreensão deste aspecto está diretamente relacionada às quatro funções psíquicas mencionadas por Jung, sendo elas: razão; emoção; intuição e sensação

Eixo Evolutivo: No sentindo de que o conflito não é solucionado no mesmo nível de consciência em que foi criado, é necessário um estado mental mais elevado para que surjam novas respostas necessárias para a cura.

As Subpersonalidades

A Psicologia Transpessoal tem muitas aplicações terapêuticas que servem de apoio ao Coaching. Este modelo trabalha com o que chamamos de subpersonalidades, ou seja, diferentes aspectos de nós mesmos que podem ter características e metas diferentes.

Todos nós adotamos determinadas características, até mesmo personalidades, em diferentes circunstâncias, dependendo de como nos vemos ou queremos ser vistos. Muitas subpersonalidades derivam da nossa infância, por exemplo quando nós usávamos uma estratégia para conseguir o que queríamos e caso não funcionasse, tentaríamos outra até conseguir. Assim descobrimos que isso funciona com outras pessoas também na vida adulta.

A maioria das subpersonalidades tem uma necessidade e muitas têm um dom também.  Saber utilizar destes recursos e integrar estas diversas subpersonalidades proporciona ao cliente a possibilidade de encontrar o caminho do meio, com a integração de um ego que possibilita a desidentificação do mesmo para o encontro de um nível maior de satisfação e consciência da vida nas suas mais variadas manifestações.

Neste sentido, o caminho passa pelo autoconhecimento que surge com a capacidade de auto-observação e que proporciona a tomada de consciência.

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